O candidato Renan Santos (Missão), quarto colocado na eleição presidencial, afirmou em transmissão ao vivo após a consolidação do primeiro turno que não vai apoiar nenhum dos concorrentes que avançaram para o segundo turno. Na manifestação, ele disse que “o Flávio Bolsonaro já ganhou” e afirmou aos eleitores que façam “o que quiserem”, mantendo-se fora da definição de voto coletivo.

Ronaldo Caiado, que ficou em quinto lugar, declarou à imprensa que não venceu a eleição, mas que preserva sua coerência, e mencionou que consultaria a direção do partido antes de qualquer posicionamento. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, publicou nota informando que a legenda vai liberar os diretórios estaduais para que cada liderança local defina o apoio no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Os dois candidatos registraram juntos 5,2 milhões de votos: Renan com 2,67 milhões (2,24% dos votos válidos) e Caiado com 2,60 milhões (2,18%). A soma desses votos supera a diferença de 2,22 milhões entre os dois candidatos que disputam o segundo turno, segundo os números do primeiro turno divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na nota da direção do PSD, Kassab explicou que, diante da diversidade de cenários eleitorais estaduais e da autonomia que as instâncias locais tiveram para formar alianças, a orientação é manter a mesma diretriz no segundo turno, permitindo que diretórios estaduais, parlamentares, lideranças e militantes decidam individualmente seus apoios.