O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou ter recebido 4.305 denúncias de assédio eleitoral nos primeiros três dias de funcionamento de um canal específico criado pelo órgão, já após o encerramento das eleições presidenciais. As reclamações foram apresentadas entre quarta‑feira e sexta‑feira e seguem em análise pela Auditoria Fiscal do Trabalho.
A legislação brasileira proíbe a discriminação de trabalhadores por convicções políticas. Segundo o ministério, quando as investigações identificarem irregularidades os auditores poderão aplicar multas e encaminhar casos a outros órgãos públicos; o governo também estuda criar uma lista pública de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral.
No levantamento divulgado pelo MTE, quase metade das denúncias veio do Sudeste. "No levantamento do Ministério do Trabalho, São Paulo aparece com 1.325 denúncias, seguido por Rio de Janeiro (354), Minas Gerais (345), Paraná (268) e Santa Catarina (259)", diz a divulgação, que detalha a distribuição regional dos relatos.
O ministério informou ainda que atua em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Advocacia‑Geral da União (AGU) e outros órgãos para combater perseguições no ambiente de trabalho; denúncias podem ser feitas de forma sigilosa pelos canais do Ministério do Trabalho e do MPT, inclusive para episódios ocorridos após o fim das eleições.
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