Movimentos nos bastidores evidenciam que a nova composição do Senado terá como uma das prioridades o acompanhamento do funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a discussão sobre eventuais pedidos de impeachment de ministros, segundo reporta o blog da fonte.

O grupo mais alinhado ao PL desembarca no Senado com, na avaliação da reportagem, uma pauta explícita sobre o Supremo. O texto aponta que a bancada do PL terá 19 cadeiras, formando a maior representação na Casa, e que parlamentares eleitos centram parte de suas promessas de campanha nessa agenda.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) aparece como interlocutor direto junto ao Supremo: o blog registra que ele tem conversado com ministros e, em especial, com o presidente do STF, ministro Edson Fachin. Em declarações mencionadas à Fachin, Marinho afirmou que não haveria vingança por parte do novo Senado, segundo a reportagem.

Ainda conforme a matéria, Marinho não tem mantido contato com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino; integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog dizem que nem todo bolsonarista é favorável ao impeachment, mas que a pauta é central para muitos eleitos.

A eleição do presidente do Senado, prevista para fevereiro, é apontada no texto como fator determinante para a relação entre as duas instituições. O blog cita Rogério Marinho e Davi Alcolumbre (União-AP) como nomes cotados para a presidência da Casa, e menciona também Arthur Lira (PP-AL) como possível alternativa de conciliação.

O material finaliza observando que, diante da composição e das articulações internas, a pauta relativa ao STF deverá permear as ações do novo Senado, segundo fontes consultadas pelo blog.