O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em reunião de coordenação de campanha nesta segunda-feira (5), estar confiante na vitória no segundo turno das eleições presidenciais. Segundo ele, não há razões econômicas, sociais ou políticas que impeçam sua permanência no Palácio do Planalto.

Ao comentar o resultado do primeiro turno, Lula parabenizou os candidatos eleitos e os que não avançaram e disse que o desempenho eleitoral não deve ser avaliado apenas pelo resultado final das urnas. O presidente mencionou experiências de pleitos anteriores em que houve mudança de comportamento do eleitor entre os turnos.

Lula recordou a disputa de 2006 contra Geraldo Alckmin, citando uma diferença no eleitorado entre o primeiro e o segundo turno naquele ano, e declarou estar convencido de que não há razão para que sua campanha não resulte em reeleição na etapa decisiva do pleito.

Na mesma reunião, o presidente abordou a questão da segurança pública, afirmando que o modelo previsto pela Constituição de 1988, que atribui aos estados a responsabilidade pela área, já não é suficiente para enfrentar o crescimento do crime organizado. Para Lula, o fenômeno exige uma participação mais efetiva do governo federal.

O presidente afirmou ainda que as organizações criminosas passaram por processo de expansão e sofisticação, tornando-se, em sua avaliação, uma espécie de 'indústria multinacional' que atua em diferentes setores da sociedade, incluindo, segundo ele, partidos políticos, clubes de futebol e espaços ligados ao sistema de Justiça.