A Auditoria do Senado Federal elaborou um Guia Prático de Propostas de Uso de IA no Senado Federal com o objetivo de orientar o uso seguro e eficiente de ferramentas de inteligência artificial na administração pública. O documento foi concebido para atender tanto iniciantes quanto servidores com alguma familiaridade prévia com a tecnologia.

Segundo a auditoria, o material traz exemplos de prompts já testados, alertas de riscos e indicações sobre quais documentos podem ser utilizados nas ferramentas de IA e de que forma, buscando reduzir receios sobre violações normativas ao empregar esses recursos.

O manual foi elaborado em consonância com o Ato da Diretoria‑Geral nº 28/2025, que regulamenta o uso de IA no Senado e estabelece princípios para assegurar um emprego ético, seguro, eficiente e sustentável da tecnologia nas atividades administrativas e de suporte ao processo legislativo.

O auditor‑geral do Senado, André Paixão, afirmou que a iniciativa surgiu da percepção de que muitas equipes ainda realizavam tarefas manualmente, apesar de ferramentas de IA já estarem disponíveis. Paixão citou como inspiração iniciativas de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que desenvolveram bancos de prompts e casos de uso para a atividade judicial.

Para facilitar a adoção, o guia organiza o conteúdo em duas frentes: apresentação de conceitos básicos sobre a tecnologia e diretrizes alinhadas à segurança da informação e às regras internas do Senado. O novo manual está disponível na página de Transparência do Senado.