O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp e que reunia cerca de 3,3 milhões de pessoas. A decisão atendeu a pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro.
A campanha de Flávio alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede‑MG) e era usado para disseminar desinformação sobre temas como o suposto cancelamento do Programa Bolsa Família e redução de aposentadorias.
No entendimento do presidente do TSE, o canal replicava conteúdos que já foram considerados inverídicos pela Corte, entre eles alegações de que Flávio seria favorável à retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil e de que o candidato reduziria aposentadorias se eleito.
Kassio Nunes Marques afirmou que, quando uma ferramenta de comunicação passa a replicar fatos anteriormente reconhecidos como inverídicos pelo tribunal, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão.
Em resposta nas redes, André Janones negou que o canal tenha sido usado para divulgar notícias falsas e afirmou que o objetivo era mobilizar e orientar eleitores para o segundo turno, sustentando que não divulgou notícias no grupo.
Janones declarou ainda que a ação da campanha do PL visa proibir a criação de outros canais e classificou o pedido como motivado por “medo”, conforme trechos de sua manifestação divulgada nas redes sociais.

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