O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) comunicou ter registrado cerca de 30 mil publicações nas redes sociais contendo ameaças, discurso de ódio e exposição indevida de dados pessoais de servidores da Justiça Eleitoral. Segundo a divulgação do tribunal, as manifestações também incluíram intimidações a familiares e campanhas de desinformação contra o sistema eletrônico de votação e a organização do pleito.

Diante do crescimento do volume de intimidações, a Presidência do TSE determinou medidas de salvaguarda. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, estabeleceu a disponibilização de escolta de segurança física e a oferta de suporte psicológico preventivo para os servidores afetados e seus familiares, conforme informou o próprio órgão.

Para apurar os ataques digitais e buscar responsabilização, o TSE acionou a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral. A Corte também enviou notificações formais às empresas responsáveis pelas plataformas de redes sociais, exigindo a remoção imediata dos conteúdos irregulares relatados pelas equipes de monitoramento.

A informação foi divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral e relatada com informações de André Richter, repórter da Agência Brasil. O comunicado do TSE aponta que as investigações e medidas de proteção foram adotadas em caráter imediato diante da gravidade dos fatos identificados.