Quatro petroleiros que tentavam contornar o bloqueio no Estreito de Ormuz explodiram nesta sexta‑feira (30), informou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, atribuindo os incidentes a uma “interrupção” iraniana ou ao choque com minas navais, segundo comunicado às agências AFP e AP.

A corporação declarou que dois navios foram interrompidos nas águas ao sul do estreito e que outras duas embarcações, cada uma carregando mais de dois milhões de barris de petróleo, "explodiram e pegaram fogo" após colidirem com minas enquanto tentavam seguir por rotas que Teerã considera não autorizadas.

Ainda no fim desta sexta, o Centro de Segurança Marítima de Omã anunciou o resgate de 25 tripulantes de um navio em chamas que transportava petróleo bruto no Estreito de Ormuz. A embarcação tinha bandeira do Panamá e foi totalmente evacuada pelos socorristas omanitas, segundo a imprensa internacional; não ficou esclarecido se era uma das atingidas pelas forças iranianas.

Em paralelo, a Marinha do Irã informou ter abatido um drone inimigo no leste do estreito, e reiterou recomendações para que embarcações não tentem cruzar Ormuz sem autorização. O Centro de Comando dos Estados Unidos, por sua vez, negou a presença de minas navais no estreito e disse que a passagem foi "limpa" de minas com sucesso, segundo o comandante‑chefe Brad Cooper.

As informações divulgadas pelas partes divergem em pontos centrais da ocorrência: o Irã fala em explosões ligadas a minas e ações militares, enquanto os EUA negam minas no local. Agências internacionais reportaram os fatos a partir de comunicados militares e de centros de segurança marítima da região, e as circunstâncias exatas ainda não foram totalmente esclarecidas.