O jornal argentino Clarín publicou que agentes dos Estados Unidos teriam tomado o controle de parte do aeroporto de Puerto Iguazú para assegurar a decolagem do jato particular que transportou Flávio Bolsonaro do Brasil aos Estados Unidos. A reportagem afirma ainda que ao menos três aeronaves privadas foram mobilizadas para garantir o sucesso da operação.

Segundo o Clarín, representantes estadunidenses coordenaram ações que incluíram parte das funções normalmente desempenhadas por agentes da polícia de segurança aeroportuária e por funcionários de imigração. A publicação descreve também um esquema de confusão deliberada, com divulgação de informações falsas por aliados do senador e uso de caminhões e carros com placas diferentes para ludibriar postos de controle.

A versão de apoio logístico envolvendo os EUA difere de declarações oficiais. Na tarde do sábado (31), o secretário de Estado Marco Rubio negou que o governo dos Estados Unidos tenha facilitado a fuga do senador. Reportagens americanas citadas pela cobertura, como The New York Times e The Wall Street Journal, afirmaram que o estrategista Jason Miller ajudou a organizar o avião particular que levou Flávio aos EUA.

O Clarín acrescentou menções a suposto apoio do presidente argentino Javier Milei, via envio de assessor à província de Misiones, e descreveu que aeronaves privadas teriam aterrissado em Puerto Iguazú ou ficado como opções alternativas para levar o senador a Miami. As informações são atribuídas ao periódico argentino e fazem parte de checagens e apurações em curso por autoridades de diferentes países.