O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em entrevista coletiva em Atlanta que o governo do presidente Donald Trump não interveio diretamente na saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. Rubio disse que o parlamentar já possuía visto e que o presidente autorizou sua entrada no país.

Segundo reportagens citadas pela cobertura, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil passando pela Argentina e pelo Equador antes de chegar aos Estados Unidos. O jato particular que transportou o ex-candidato foi, de acordo com o The New York Times e o The Wall Street Journal, fretado por Jason Miller, assessor do presidente Trump.

A AFP relatou que o avião que levou o senador aos EUA foi pago por um intermediário a partir de uma conta bancária americana, conforme declaração do diretor da companhia aérea. A Casa Branca não comentou o voo, e o episódio provocou checagens diplomáticas entre Brasil, Argentina e autoridades norte-americanas.

Desde sua chegada aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro afirmou ser o verdadeiro líder do Brasil e disse ter saído por ser alvo de "perseguição". A viagem ocorreu após determinação judicial no Brasil que exigia a entrega dos passaportes do senador.