A Polícia Federal informou ter encontrado uma sala que considera secreta em um hangar no Aeroporto de Brasília usado por empresas de transporte aéreo do advogado Willer Tomaz. A existência do espaço foi relatada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela TV Globo, segundo a cobertura consultada pela fonte.

Investigações da PF chegaram ao hangar em agosto após denúncia anônima que apontava a existência da sala oculta. Imagens obtidas pela TV Globo mostram que a porta, aparentemente blindada, ficava atrás de um painel de madeira. Dentro do cômodo os policiais registraram prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro; não havia dinheiro vivo no local, segundo a reportagem.

Em nota, a defesa de Willer Tomaz confirmou a existência de uma “sala‑cofre” e dos equipamentos no hangar, afirmando que se trataria de “estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores” clientes das empresas de aviação do advogado, e que nenhum indício de origem ilícita foi encontrado. A nota classificou como fantasiosa a insinuação de uso para armazenamento de valores ilícitos.

O cumprimento do mandado no hangar ocorreu dentro de uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria beneficiado o senador Weverton Rocha (PDT) e apura recursos possivelmente ligados a fraudes contra aposentados do INSS. Willer Tomaz foi alvo de buscas na operação: na casa dele a PF também encontrou outra máquina de contar dinheiro e apreendeu quatro aviões de empresas do advogado, segundo a cobertura.