O pedido de instalação de uma CPMI para apurar supostas relações e atuações da empresária Roberta Luchsinger e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, já tem 151 assinaturas de parlamentares, informou a assessoria da deputada federal por Mato Grosso Coronel Fernanda (PL), autora do requerimento. Do total, 116 são de deputados federais e 35 de senadores.

Para protocolar formalmente a criação da comissão são necessárias 171 assinaturas de deputados federais e 27 de senadores; a assessoria da deputada informou que a quantidade de senadores já alcançada é suficiente, e que a iniciativa agora busca consolidar a adesão de ao menos mais 55 deputados federais para completar o quórum exigido.

O pedido teve origem após entrevista concedida por Roberta Luchsinger à CNN Brasil no dia 17 de outubro, quando a empresária mencionou supostos encontros entre Lulinha e ministros do governo federal, citou discussões relativas a políticas públicas — em especial ao setor de medicamentos à base de canabidiol — e relatou temer por sua segurança e pela integridade de suas filhas.

A proposta de criação da CPMI, conforme consta na justificativa mencionada pela deputada autora, prevê apurar a existência dos encontros apontados, suas datas, participantes e finalidades; verificar eventual interlocução de particulares com autoridades para tratar de decisões administrativas, medidas regulatórias, contratos ou benefícios; e examinar declarações sobre supostas ameaças de morte sofridas por Roberta Luchsinger.

A deputada Coronel Fernanda informou que continuará a articular parlamentares para obter as assinaturas necessárias ao protocolo do requerimento. Caso a CPMI seja instalada, caberá à comissão verificar documentalmente e, se necessário, requisitar informações e depoimentos para esclarecer os fatos indicados no pedido.