Relatórios técnicos entregues nesta sexta‑feira (23) ao Tribunal Superior Eleitoral por Meta, Google e X indicaram que, até o momento, não foram identificadas irregularidades nas mobilizações vinculadas ao canal do WhatsApp chamado “Exército do Lula”, que é administrado pelo deputado federal André Janones e reúne milhões de seguidores.

A Meta informou ao presidente do TSE que o material já analisado não revela violação das políticas do WhatsApp nem atuação coordenada irregular, e destacou que a organização legítima de mobilização política não constitui, por si só, comportamento vedado. A empresa pediu ainda mais cinco dias ao tribunal para complementar a análise, por não ter conseguido examinar integralmente todo o conteúdo remetido nos autos.

Google e X apresentaram posicionamentos alinhados, sem identificar, até o momento, elementos que caracterizem uso de redes de contas falsas para enganar usuários. O X relatou ter detectado uma mobilização com dezenas de hashtags e milhões de publicações, mas afirmou que a atuação foi feita predominantemente por contas autênticas brasileiras, sem infração às regras da plataforma.

As manifestações técnicas das três empresas fortalecem a defesa da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sustenta a licitude do canal como ferramenta de mobilização. Cabe, no entanto, ao Tribunal Superior Eleitoral a análise jurídica final sobre eventuais irregularidades; as plataformas enfatizam que preservaram dados para permitir novas verificações caso a Corte o solicite.