O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou durante o debate entre presidenciáveis na TV Globo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na condição de deputado constituinte em 1988, teria votado contra a redação final da Constituição e orientado a bancada a rejeitar o texto.

A reportagem registra que, de fato, o Partido dos Trabalhadores mantinha um texto próprio na Assembleia Nacional Constituinte e optou por votar contra o projeto aprovado pois, segundo o PT à época, a proposta não contemplava plenamente os interesses dos trabalhadores. Após a aprovação do texto no plenário, Lula e outros 15 deputados constituintes assinaram a Carta Magna de promulgação.

Em evento comemorativo dos 25 anos da Constituição na OAB, Lula reconheceu que a proposta do PT buscava um texto mais radical e disse que o país “seria ingovernável” caso aquele projeto tivesse prevalecido, reforçando que o voto contrário foi motivado pela busca de posições mais duras em favor dos trabalhadores.

No debate, a menção ao voto de 1988 foi usada por Flávio Bolsonaro para criticar a atuação do PT no Congresso e foi respondida por Lula, que disse que o partido foi acusado injustamente de não ter assinado a Constituição e afirmou ter entregue, no início da Constituinte, uma proposta de texto e de regimento interno a Ulysses Guimarães.