O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou no sábado, 10 de outubro de 2026, uma notícia‑crime na Polícia Federal solicitando a inclusão do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) nas apurações da Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. O documento tem 16 páginas e foi divulgado pela imprensa no domingo, 11 de outubro.

Na representação, Lindbergh pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro, de sua sociedade de advocacia e de contas e estruturas vinculadas ao advogado Willer Tomaz, além de rastreamento financeiro, análise pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pedido de cooperação internacional, incluindo Portugal e, se necessário, os Estados Unidos.

O pedido foi motivado por documentos tornados públicos pela Polícia Federal que, segundo a representação, indicam que uma conta identificada com o nome de Flávio esteve vinculada a um perfil de acesso bancário relacionado a Tomaz. Um e‑mail enviado em 22/05/2025 ao Santander por funcionária vinculada a Tomaz registra a retirada de uma conta identificada como “Flávio Bolsonaro” de um usuário master; o banco confirmou a alteração na mesma data.

A assessoria do senador afirmou que ele nunca manteve conta com usuário master ligado a Willer Tomaz e contestou a interpretação dos documentos; o advogado também negou relação comercial ou financeira e informou ter tomado medidas judiciais. A reportagem ressalta que, até 11/10/2026, não foi apresentada prova pública de que recursos oriundos das fraudes investigadas pela Operação Sem Desconto tenham sido transferidos para Flávio Bolsonaro. Caberá à Polícia Federal e, quando necessário, às instâncias judiciais competentes, avaliar se os elementos justificam diligências adicionais.