O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro formalizou ao Tribunal Superior Eleitoral uma petição autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos, segundo a peça protocolada nesta quarta‑feira.
Entretanto, a defesa do parlamentar condicionou a divulgação dos dados à ampliação de exigências impostas à campanha rival: a petição exige que também sejam liberados os sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex‑chefe de gabinete da Presidência; os registros oficiais de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto; e os sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente.
A manifestação de Flávio foi apresentada em resposta à iniciativa da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no dia anterior protocolara autorização para divulgação dos seus próprios dados pessoais condicionada à reciprocidade do adversário. A defesa do candidato do PL classificou a peça do adversário como inconsistente juridicamente e afirmou que os extratos poderiam ter sido divulgados sem intermediação judicial.
As petições de ambos os candidatos foram anexadas ao mesmo processo, que tramita sob relatoria do ministro André Mendonça no TSE. Caberá ao magistrado analisar os requerimentos das coligações e decidir os desdobramentos sobre a publicidade dos dados no âmbito da Justiça Eleitoral.

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