O fim da escala 6×1 pode levar empresas de Balneário Camboriú e Camboriú a contratar mais funcionários para manter as portas abertas durante os sete dias da semana, diz reportagem consultada. A mudança foi promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro e, segundo o texto, deve exigir reorganização das equipes no comércio local, especialmente na alta temporada.

O assessor jurídico do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Balneário Camboriú e Camboriú, Jaime Schappo, afirmou que a nova jornada 5×2 — cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial — traz o desafio de assegurar folgas sem comprometer o funcionamento das lojas e a viabilidade financeira. Ele citou o exemplo de pequenas empresas que hoje operam com dois funcionários e, com a nova escala, podem precisar contratar um terceiro trabalhador.

O líder sindical Ivo Castanheira, diretor da Federação dos Empregados no Comércio de Santa Catarina (Fecesc), avaliou que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e gerar vagas, afirmando que a economia vai se adaptar. A reportagem registra ambas as visões, apontando impactos distintos para empregadores e trabalhadores.

Dados citados pela matéria indicam que, entre outubro e dezembro de 2025, o comércio de Balneário Camboriú e Camboriú registrou saldo positivo de 468 empregos, conforme levantamento da Fecomércio‑SC por meio da plataforma Sfera. A reportagem também lembra que o fim da escala 6×1 pode beneficiar 1.042.178 trabalhadores em Santa Catarina, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o que representa 44,72% dos trabalhadores com carteira assinada no estado.

A entrada em vigor das mudanças está prevista para 60 dias após a promulgação, com aplicação de etapas de transição que incluem redução gradual do limite semanal de horas. A assessoria jurídica do sindicato informou que iniciará reuniões para orientar empresários sobre adequações e que ainda há pontos a regulamentar, em especial medidas para micro e pequenas empresas; a recomendação é calcular custos e avaliar a necessidade de contratações antes da vigência das novas regras.