A WEG divulgou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 6,8% em relação ao trimestre anterior e de 0,9% ante o mesmo período de 2025. A receita líquida totalizou R$ 10,9 bilhões e o EBITDA atingiu R$ 2,3 bilhões, segundo balanço citado pela reportagem.
Apesar dos números, as margens ficaram abaixo das projeções do mercado: a margem líquida foi de 15,3%, 0,8 ponto percentual inferior ao terceiro trimestre de 2025, e a margem EBITDA ficou em 21,6%, ante 22,2% no ano anterior e abaixo da estimativa de 22,1% do BTG Pactual.
Na esteira da divulgação, os investidores reagiram negativamente: as ações da WEG registraram queda de 6,36% entre os dias 20 e 21 de outubro, e o papel encerrou o pregão de quarta‑feira (21) cotado a R$ 45,36, conforme a cobertura.
Analistas citados pelo veículo apontaram fatores que pressionaram as margens, entre eles maior custo de insumos — com destaque para o cobre — impacto de tarifas e o aumento de nova capacidade produtiva. O BTG Pactual qualificou o resultado como misto: crescimento da receita levemente acima das expectativas, mas margens mais fracas.
A WEG, fundada em 1961 e presente em 37 países, nasceu em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, e expandiu ao longo das décadas sua atuação para motores elétricos, automação, transformadores e tintas, mantendo ampla presença internacional, de acordo com a reportagem.
