O Porto de São Francisco do Sul concluiu a dragagem de manutenção da dársena — a área interna destinada à atracação e manobra de embarcações — retirando 170 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do mar. Segundo a Autoridade Portuária, o trabalho teve custo de R$ 8 milhões, pagos com recursos próprios.
A operação foi realizada pela draga Galileo Galilei, da empresa Jan de Nul do Brasil. O objetivo foi manter a profundidade de 14 metros necessária às atividades portuárias na dársena; a área dragada totalizou 133 mil metros quadrados, equivalente a cerca de 20 campos de futebol.
Os sedimentos retirados foram transportados e depositados em uma área de descarte em alto‑mar definida pelos órgãos ambientais, localizada a 23 quilômetros do porto. A Autoridade Portuária informou que a escolha do local de descarte seguiu as determinações ambientais competentes.
A draga empregada é do tipo autotransportadora de sucção e arrasto (Hopper), com 166 metros de comprimento e capacidade de transportar até 18 mil metros cúbicos na cisterna; a embarcação foi também utilizada em obras recentes na região, informou a fonte.
O presidente do porto, Cleverton Vieira, declarou que a conclusão atende demanda da comunidade portuária e contribui para aumentar a segurança e a eficiência das operações; o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, ressaltou a importância da manutenção da infraestrutura para preservar a capacidade operacional do porto catarinense.
