A regra que define o vencedor no segundo turno é a mesma adotada no primeiro: vence o candidato que obtiver 50% dos votos válidos mais um voto. O cálculo considera apenas os votos válidos, excluindo votos brancos e nulos do total sobre o qual se aplica a metade mais um.

No exemplo citado pela cobertura, o primeiro turno de 2026 registrou 119.300.788 votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se o segundo turno tivesse o mesmo total de votos válidos, o número mínimo necessário para eleger o presidente seria 59.650.395 votos.

Votos brancos e nulos não entram nessa conta: eles são computados separadamente e não alteram a base usada para calcular a maioria absoluta dos votos válidos. Por isso, a vitória depende exclusivamente da maioria entre os votos considerados válidos pela Justiça Eleitoral.

A reportagem também recorda os resultados do primeiro turno para a Presidência: Flávio Bolsonaro (PL) teve 56.104.503 votos (47,03% dos válidos) e Lula (PT) obteve 53.879.538 votos (45,16%), uma diferença aritmética de cerca de 2,2 milhões de votos, ou 1,87 ponto percentual. Outros candidatos somaram 9.316.747 votos, equivalendo a 7,81% dos votos válidos.

O TSE concluiu oficialmente a apuração do primeiro turno às 2h58 do dia 5 de outubro, conforme anotado na cobertura. O segundo turno está marcado para domingo, 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas para decidir a Presidência (e, em alguns estados, a disputa para governador).