A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para ter acesso aos dados originais do celular apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025, usado nas investigações da Operação Compliance Zero.
Um laudo preliminar elaborado pelo perito Marcos Monteiro, da MM Forense, identificou eventos no aparelho entre a noite de 17 e a madrugada de 18 de novembro de 2025, data em que o telefone já estava sob custódia do Estado, e registrou alterações no banco de dados do WhatsApp segundos após conexões por USB.
Segundo a defesa, no dia 18 de novembro teriam sido modificados 657 arquivos — 59 deles bancos de dados — e criados outros 436 arquivos; a perícia também afirma que 340 arquivos disponibilizados à defesa apresentam datas de modificação em maio de 2026, meses após a extração do conteúdo.
Os advogados alegam ainda falhas na documentação da cadeia de custódia: o termo de apreensão, segundo a peça, não detalha marca, número de série, IMEI, estado do telefone nem lacres, e haveria rompimento dos lacres originais sem registro. A defesa afirma que o laudo oficial da PF não informa versão da ferramenta usada nem o método de desbloqueio.
O pedido ao STF busca acesso aos arquivos originais para permitir nova perícia e questionar a integridade das provas juntadas pela Polícia Federal na apuração. A tramitação do pedido e eventual resposta da Corte não constam do material consultado até a data da publicação.


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