O ex‑deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou em entrevista ao vivo ao podcast 'Louder with Crowder', nos Estados Unidos, nesta sexta‑feira (23), que é a favor de que o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil se perder o segundo turno.

Durante a participação no estúdio do programa apresentado por Steven Crowder, Eduardo colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Ele afirmou que o país "não usa papel" e que "você precisa confiar na máquina", citando em seguida uma frase que atribuiu a Josef Stálin sobre quem conta os votos. Eduardo declarou também: "eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve".

A respeito da sugestão de saída do país, Eduardo respondeu a uma pergunta enviada pelo chat do programa, inicialmente em tom de brincadeira ao mencionar "mandar os fuzileiros navais" e rindo, e depois afirmou com mais convicção: "Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza".

O episódio ocorreu a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25), em que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam. No primeiro turno, segundo a fonte, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula 45,16%.

A reportagem lembra que a urna eletrônica é usada no Brasil desde 1996 e que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma não haver fraude comprovada no sistema. O texto da fonte descreve mecanismos do processo eleitoral: impressão do boletim de urna ao fim da votação, afixação de uma via na seção, cópias para fiscais de partidos e publicação dos boletins pelo TSE para comparação pública.

O material traz ainda o contexto sobre Eduardo Bolsonaro: ele vive nos Estados Unidos desde 2025; em dezembro de 2025 a Mesa Diretora da Câmara declarou perda do mandato por faltas; em junho a Primeira Turma do STF o condenou pelo crime de coação no curso do processo, com pena de quatro anos e dois meses em regime inicial semiaberto, e a condenação tornou‑se definitiva em 3 de outubro. Em decisão de 7 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes determinou início do cumprimento da pena, expedição de mandado de prisão e cancelamento de todos os passaportes brasileiros de Eduardo, segundo a fonte.