Seis vereadores de Juiz de Fora lançaram candidaturas nas Eleições 2026 para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ou para a Câmara dos Deputados, segundo levantamento local. Dois obtiveram mandato novo: Roberta Lopes (PL), eleita deputada estadual com 63.840 votos no estado (35.736 em Juiz de Fora), e Sargento Mello‑Casal (PL), eleito deputado federal com 25.090 votos no estado (19.515 em Juiz de Fora).
Entre os outros quatro vereadores que deixaram a disputa sem novo mandato, a apuração mostra crescimento da votação em Juiz de Fora: Laiz Perrut teve 21.246 votos na cidade (29.510 no estado); Tiago Bonecão obteve 19.564 em Juiz de Fora (26.281 no estado); Dr. Antônio Aguiar registrou 11.916 votos na cidade (14.380 no estado); e João do Joaninho teve 7.613 votos em Juiz de Fora (9.360 no estado). As proporções evidenciam bases muito concentradas localmente.
Pesquisadores do Núcleo de Estudos sobre Política Local (Nepol) da Universidade Federal de Juiz de Fora ouvidos pela Tribuna de Minas avaliam que, para os não eleitos, a disputa de 2026 funcionou como teste e investimento: mesmo sem mandato novo, os vereadores ampliaram exposição, testaram capilaridade e podem chegar mais fortalecidos a 2028. O grupo inclui doutorandos e docentes que destacam ganhos de capital político e visibilidade.
O comentário dos pesquisadores também ressalta limites da estratégia: quando 56% a 83% da votação de um candidato vem de Juiz de Fora, a candidatura costuma esbarrar no teto regional e depende de transferências de voto de outras cidades para conquistar vagas estaduais. No caso de Roberta Lopes, 56% da votação veio de Juiz de Fora; no de Antônio Aguiar, 83% veio da cidade, ilustrando variações de alcance entre os nomes locais.




