O Conselho de Supervisão da Meta, órgão que fiscaliza práticas internas da empresa, divulgou declaração em 20 de outubro em que afirma estar preocupado com “falhas recorrentes” na moderação de conteúdo relativo às eleições no Brasil e cobrou medidas para aumentar a transparência das decisões da plataforma.

Na nota, o conselho criticou tanto a flexibilização inconsistente da aplicação de regras quanto a aplicação excessiva de políticas, citando especificamente a remoção da conta de anúncios da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como exemplo de falha que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna de especialistas.

A declaração ocorre após a Meta admitir um erro técnico que retirou temporariamente a conta de anúncios da campanha de Lula e após a empresa reconhecer, em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um “incidente técnico de alcance global” que afetou a contabilização de visualizações de posts em 7 de outubro.

O Conselho de Supervisão também lembrou episódios anteriores, como remoções de contas de ativistas em outros países, e afirmou que a empresa precisa garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam consistentes e protejam a liberdade de expressão política, em vez de reprimi‑la. O comunicado cobra melhorias de procedimentos internos e mais transparência nas decisões que restringem conteúdo. Conteúdo distribuído por Agência Estadão.