Aliados do candidato Flávio Bolsonaro (PL) atribuem ao empresário e ex‑coach Pablo Marçal parte da responsabilidade pela redução da vantagem que o senador mantinha sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela mudança na rejeição aos candidatos indicada pela pesquisa Quaest, reportou o jornal O Sul.

A fonte citada pela matéria informou que, enquanto Flávio oscilou para baixo dentro da margem de erro, ficando com 52% em pesquisa citada, Lula reduziu sua rejeição em seis pontos, alcançando 47%. No entorno do senador, a avaliação é que a aproximação com o influenciador provocou impacto negativo na candidatura, provocando queda de cerca de um ponto percentual no desempenho do parlamentar na sondagem.

Em razão do desgaste, a orientação interna da campanha foi afastar o candidato dos conselhos do ex‑coach. Integrantes do grupo resumiram a diretriz como “mais propostas e menos Marçal”, e disseram que Flávio precisa conversar com o eleitorado sobre a vida real da população.

A mudança de rumo também foi atribuída ao desempenho de Flávio no debate promovido pela Band, em 18 de outubro, episódio que a coordenação busca corrigir com a diretriz adotada para o confronto seguinte. Para o debate marcado para 23 de outubro na TV Globo, a coordenação definiu como diretriz central “desmarçalizar” o candidato, priorizar propostas concretas, reduzir tom de confronto e adotar postura mais séria e menos evasiva, segundo o jornal.

A reportagem relaciona ainda que, na avaliação interna citada, a tática de evitar respostas a temas indigestos e redirecionar falas — orientação que teria sido parte do treinamento de mídia recebido pelo candidato — acabou prejudicando a imagem de Flávio ao dar margem à campanha adversária de questionar sua confiabilidade.