Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostraram que, no primeiro turno das eleições de 2026, a abstenção caiu entre jovens de 16 e 17 anos, entre eleitores idosos e entre os menos instruídos, na comparação com o pleito de 2022, segundo reportagem da Folhapress reproduzida pelo Diário do Comércio.

A abstenção geral no país aumentou de 20,79% em 2022 para 21,08% em 2026, mantendo uma tendência de alta desde 2006, mas houve recuos em grupos específicos. Entre os eleitores de 16 e 17 anos, a ausência caiu de 17,11% em 2022 para 12,68% em 2026, variação de 4,4 pontos percentuais.

No segmento de eleitores com 70 anos ou mais — faixa que tem voto facultativo — a abstenção recuou de 58,86% em 2022 para 49,19% em 2026, queda de 9,7 pontos percentuais; o TSE também registrou redução na faixa dos 60 aos 69 anos, cuja votação é obrigatória.

Por grau de instrução, a maior queda na abstenção ocorreu entre os registrados como analfabetos, de 52,08% em 2022 para 47,86% em 2026 (redução de 4,22 pontos percentuais). Também houve diminuição entre os que estão registrados como os que leem e escrevem e entre os com ensino fundamental incompleto, embora outras faixas de escolaridade tenham apresentado alta.

A reportagem menciona ainda que, apesar da redução em grupos onde pesquisas indicam maior apoio ao presidente Lula, esses segmentos continuam entre os com maior percentual de ausência nas urnas. Entre as idades em que a abstenção aumentou está a de 21 a 24 anos, que registrou 25,78% de ausência, alta de 2,28 pontos percentuais em relação a 2022.

A matéria destaca explicações apontadas por especialistas para a abstenção entre idosos — não obrigatoriedade do voto, dificuldades de locomoção e possível defasagem cadastral com manutenção de nomes de mortos — e lembra que campanhas consideram estratégias, como divulgar que o voto vale como prova de vida do INSS, para estimular a participação no segundo turno.