Tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o país realizaram, na véspera do segundo turno, sorteios e escolhas das urnas eletrônicas que serão submetidas a auditorias. Nos quatro maiores colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia — serão auditadas 43 urnas, sendo 33 no teste de integridade e dez no teste de autenticidade; outros estados com grande eleitorado, como Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, definirão 35 urnas, das quais 27 passarão pelo teste de integridade e oito pelo de autenticidade. Em Roraima, a auditoria abrangerá 20 urnas no teste de integridade e três no de autenticidade.

No teste de integridade, as seções sorteadas terão suas urnas substituídas por equipamentos reservas; as urnas originais ficam lacradas e guardadas em local definido até o dia da eleição. Representantes de partidos políticos e entidades fiscalizadoras são convidados a preencher cédulas de papel com os candidatos, depositá‑las em urnas de lona lacradas e, no dia seguinte, servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público apresentam as cédulas e digitam os votos nas urnas eletrônicas para comparação com os registros do equipamento.

Parte das urnas selecionadas é submetida ao teste de integridade com biometria, em que eleitores voluntários depositam votos usando a validação biométrica. O teste de autenticidade é feito nas próprias seções sorteadas, antes do início da votação, e inclui o rompimento do lacre do compartimento da mídia de resultado, a retirada dessa mídia e a verificação das assinaturas e dos resumos digitais para confirmar que o sistema instalado corresponde aos programas lacrados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na véspera do segundo turno, o TSE realizou uma cerimônia pública de verificação dos sistemas eleitorais para conferir as assinaturas e os resumos digitais dos programas usados no processamento dos resultados. O tribunal informou que a verificação concluiu não haver qualquer alteração do programa e que foram emitidos relatórios de zerésima — demonstração de que não há votos registrados no sistema de totalização antes do início da votação.

As auditorias e procedimentos descritos envolvem, além dos partidos e do Ministério Público, entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, a Defensoria Pública, a Controladoria‑Geral da União, a Polícia Federal, a Sociedade Brasileira de Computação, conselhos profissionais e órgãos de controle. O objetivo declarado é verificar a integridade e a autenticidade dos sistemas e garantir que os votos depositados nas urnas eletrônicas sejam registrados e totalizados com fidelidade.