A senadora Tereza Cristina (PP-MS) declarou, em entrevista à GloboNews nesta segunda‑feira (12), que gostaria de tornar‑se a primeira mulher a presidir o Senado e que já conversou sobre a sucessão no comando da Casa com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com outros parlamentares. Ela ressaltou, porém, que as articulações ainda estão em fase inicial e que a definição dependerá da composição da Casa a partir de 2027.

Tereza Cristina disse estar na metade do mandato de oito anos e afirmou não ter decidido se buscará reeleição. A senadora afirmou também almejar deixar um legado especialmente voltado às mulheres caso venha a presidir o Senado.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, a parlamentar declarou que enxerga, na próxima legislatura, ambiente político para discutir pedidos de impeachment de ministros da Corte. Segundo ela, a atuação do STF foi tema nas campanhas e deverá gerar cobranças dos eleitores, razão pela qual o Senado deveria examinar fatos relacionados à conduta de magistrados dentro de suas atribuições constitucionais.

A senadora comentou ainda a proximidade política com nomes cotados para a presidência do Senado, citando o senador Rogério Marinho (PL-RN) como interlocutor com maior alinhamento ideológico, e afirmou que pretende debater ajustes na proposta que acaba com a escala 6×1, criticando a velocidade da tramitação durante o período eleitoral.