O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro‑DF) manteve a paralisação prevista para quarta‑feira (21) e convocou a categoria para um ato às 9h na Praça do Buriti. Segundo a entidade, a mobilização deve atingir toda a rede pública, com suspensão das aulas durante o dia.

O movimento reúne críticas à condução da política educacional da gestão da governadora Celina Leão e à atuação do secretário de Educação, Thiago Peixoto. Entre as reivindicações do sindicato estão maior participação dos profissionais nas decisões das escolas, respeito à autonomia pedagógica e retomada das negociações com o governo.

O Sinpro‑DF também questiona medidas que, segundo a entidade, foram impostas sem participação da comunidade escolar, como mudanças no calendário escolar, no planejamento pedagógico e nos projetos político‑pedagógicos. O sindicato cita ainda adoção de cronogramas e materiais que, na avaliação da categoria, não teriam sido construídos com a participação das comunidades escolares.

A entidade afirma que a mesa de negociação com a Secretaria de Educação está esvaziada há mais de 20 dias e que pautas prioritárias continuam sem solução, entre elas o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento de professores.

O sindicato apontou problemas estruturais na rede pública, como salas superlotadas, falta de condições adequadas de trabalho, dificuldades no sistema Educa‑DF e adoecimento de profissionais, e reivindica melhorias na Educação Especial, Inclusiva e na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

O governo do Distrito Federal declarou que a participação na paralisação é facultativa e cobrou a reposição das aulas que eventualmente deixarem de ser ministradas. O sindicato disse pretender, com a mobilização, pressionar o Executivo a rever medidas e retomar as negociações com a categoria.

A paralisação foi mantida mesmo após pedido da governadora para que o sindicato reconsiderasse a data, definida quatro dias antes do segundo turno das eleições; em manifestação divulgada na segunda‑feira (19), o diretor do Sinpro‑DF, Samuel Fernandes, afirmou que a entidade não pretende adiar o ato.