O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, encontrou‑se nesta terça‑feira (13) com o diretor‑geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações do caso Master. A reunião durou cerca de uma hora e meia, segundo a divulgação oficial sobre o encontro.

Fachin informou a Andrei Rodrigues que a Polícia Federal deverá encaminhar ao Supremo todas as menções a ministros da Corte que tenham sido identificadas na investigação, "sem exceção". O propósito é garantir que o plenário do STF tenha acesso a todas as informações relevantes antes de deliberar.

Após a apresentação dos relatórios e elementos levantados pela PF, caberá ao plenário do Supremo pronunciar‑se sobre a eventual abertura de investigações contra os ministros citados. A Presidência do tribunal enfatizou que a Procuradoria‑Geral da República (PGR) também deverá apresentar parecer prévio antes da análise colegiada.

A movimentação foi motivada por cobranças internas na Corte para que todas as menções a ministros presentes nas mensagens relacionadas ao caso sejam avaliadas. No mês anterior, o relator do inquérito, ministro André Mendonça, havia retirado o sigilo de parte das investigações, o que tornou públicas mensagens nas quais o ex‑banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas a ele ligadas teriam citado ministros do STF.

Fachin também solicitou celeridade à Polícia Federal em avaliações relacionadas ao chamado inquérito das Fake News e informou que aguarda manifestação da PGR sobre pedidos de medidas urgentes formulados pela corporação nas apurações do caso Master e nas investigações sobre descontos ilegais no INSS. A Presidência do STF ficará responsável por encaminhar ao plenário as informações e o parecer ministerial para decisão colegiada.