Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidenta Dilma Rousseff, afirmou em entrevista ao Diário do Comércio que o Partido dos Trabalhadores corre o risco de "acabar" se não promover mudanças internas e renovar suas lideranças. Ele foi eleito deputado federal com 118.567 votos e deixou o mandato de vereador em Belo Horizonte para tomar posse em Brasília.
O parlamentar de 26 anos disse que sua prioridade inclui disputar com representantes da direita no Congresso Nacional quando necessário. Na entrevista, citou nomes como Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato como alvos do embate parlamentar e declarou que atuará como oposição mais firme caso o cenário político leve a isso.
Ao mesmo tempo, Pedro Rousseff criticou o que considera um projeto de futuro insuficiente no próprio partido e defendeu que o PT incorpore novas lideranças e discursos diferentes para reconquistar eleitores, especialmente jovens. Ele tem buscado articular, ao lado da deputada federal eleita Ana Elisa, uma frente de renovação dentro da bancada petista na Câmara.
O deputado ressaltou também a importância das redes sociais na eleição atual: com 1,1 milhão de seguidores no Instagram afirmou que "não se elege mais ninguém sem as redes sociais" e que a comunicação digital precisa ser encarada como ferramenta central de campanhas e de mobilização política.
Pedro Rousseff narrou parte de sua trajetória: nascido e criado em Belo Horizonte, formado em administração pelo Ibmec, com passagem pelo Conselho Municipal de Juventude e atuação como vereador, ele afirmou carregar o sobrenome da tia com orgulho, mas rejeitar a defesa do status quo atrelado a posições de poder.
Na entrevista, o deputado afirmou que, se o PT não renovar quadros e linguagem, corre o risco de perder espaço na sociedade, e que pretende mostrar em Brasília — segundo ele, "mostrar para o povo brasileiro" — que é possível mudar a política sendo alguém de esquerda e do PT. A reportagem foi distribuída pela Folhapress e publicada pelo Diário do Comércio.




