O general Eduardo Pazuello (PL‑RJ), ex‑ministro da Saúde e figura próxima à campanha de Flávio Bolsonaro, defendeu a aprovação pelo Congresso de uma anistia ampla que abarque os detidos pela tentativa de golpe de Estado e, segundo ele, também "quem prendeu" esses golpistas, afirmou a reportagem do Jornal de Brasília divulgada nesta segunda‑feira.
Pazuello declarou que "o Congresso vai votar a anistia a todos os presos políticos" e disse que a anistia "tem de ser para todos os lados, inclusive para quem prendeu", numa referência ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, segundo o texto. Ele afirmou não detalhar como seria a medida nem citar nomes além da referência a Moraes.
O deputado comparou a proposta à Lei de Anistia de 1979, sancionada no fim da ditadura, e afirmou que é preciso "passar a régua em tudo isso" para pacificar o país. Pazuello afirmou ainda que anistias anteriores teriam servido para manter a integração do território e citou casos históricos de anistia na fala reproduzida pela reportagem.
A reportagem registra que Pazuello tem sido apontado como cotado para integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro e que ele disse ter sido procurado por setores do petróleo a respeito de cargo, sem detalhar funções. O deputado também afirmou que Flávio, se eleito, agiria para anistiar o pai, Jair Bolsonaro.
O texto lembra que, atualmente, estão presos por tentativa de golpe generais como Braga Netto, Paulo Sérgio de Oliveira e Almir Garnier; a matéria cita que Pazuello visitou Braga Netto na prisão e disse que, se houver anistia e soltura, os generais "recuperarão o tempo perdido e o convívio com as famílias", mas que não deveriam pensar em compor um governo.




