O senador Paulo Paim (PT‑RS) afirmou em pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça‑feira (13) que o fim da escala 6x1, previsto na PEC 221/2019, é uma demanda também apoiada por diversas tradições religiosas e por não crentes. Segundo ele, a proposta está relacionada ao direito ao descanso, à dignidade e aos direitos humanos, além de garantir mais tempo para a convivência familiar e o lazer.
Paim abriu seu discurso lembrando o feriado de Nossa Senhora Aparecida e disse que esse é um tema em que católicos, evangélicos, judeus, espíritas, umbandistas, budistas, muçulmanos e até ateus teriam concordância absoluta: a necessidade de tempo para viver melhor. O senador usou o argumento religioso como complemento às justificativas trabalhistas e sociais para a reforma da jornada.
O parlamentar mencionou a presença no Plenário do deputado Reginaldo Lopes (PT‑MG), autor da PEC 221/2019, e dirigiu‑se a ele ao projetar a tramitação: Paim previu a aprovação da proposta pelo Senado em primeira votação, que, segundo o regimento, poderia ocorrer na quarta‑feira (14).
A PEC 221/2019, de primeiro signatário Reginaldo Lopes, propõe reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e encerrar a prática da escala 6x1. A matéria já tramita no Senado e, conforme outras sessões de debate registradas na Casa, precisa cumprir o rito regimental antes das votações em cada turno.
As declarações de Paim foram registradas em sessão do Plenário e constam da cobertura parlamentar da Agência Senado; o senador defendeu que a mudança permitirá mais tempo de convivência familiar e lazer, além de invocar argumentos ligados à dignidade humana e aos direitos sociais, associando‑os ao consenso que atribuiu às diferentes tradições religiosas.


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