Sete candidatos ao governo do Distrito Federal apresentaram, em 8 de setembro, uma representação que solicita a investigação de possíveis irregularidades relacionadas a pagamentos da Real JG Facilities à Faceng Engenharia, montante que, segundo o documento, somaria R$ 1,4 milhão e envolveria empresa apontada como ligada a familiares da governadora Celina Leão (PP).

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios informou que o documento foi recebido inicialmente pela Procuradoria‑Geral de Justiça e, após exame, remetido à promotoria especializada (Prodep). Segundo o MPDFT, o envio à Prodep é etapa de análise e não implica que as irregularidades apontadas estejam comprovadas.

Na representação, os autores pedem a apuração de possível conflito de interesses, atos de improbidade administrativa e eventuais crimes, além do encaminhamento a órgãos responsáveis pela investigação criminal e eleitoral. Requerem que a Faceng, a Real JG e a 3J apresentem contratos, propostas, ordens de serviço, relatórios, imagens, vídeos e medições que comprovem os serviços relacionados às notas fiscais, e solicitam também que o CREA‑DF e o CREA‑GO informem eventuais Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) vinculadas a trabalhos da Faceng entre maio de 2025 e julho de 2026.

O TJDFT informou à reportagem que o prazo inicial de 10 dias para manifestação foi ampliado: o MPDFT comunicou que o prazo para resposta é de 30 dias, prorrogável por mais 90 dias, conforme previsto pelo órgão, para conclusão da análise e eventual indicação de providências.