O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu nova ordem à Meta nesta segunda‑feira (19): a empresa tem 24 horas para comprovar a adoção de medidas que garantam tratamento isonômico na distribuição de posts e na veiculação de anúncios das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

Bellizze elevou a multa diária por eventual descumprimento de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. A decisão foi motivada pela não apresentação, pela Meta, de informações dentro de um prazo anterior de 72 horas exigido pela Corte.

O ministro listou os pontos que a empresa deverá esclarecer: funcionamento dos sistemas de recomendação de posts nas plataformas; dados sobre o alcance dos anúncios das duas candidaturas; apresentação de investigações sobre possíveis redes de perfis inautênticos; e informações sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.

As reclamações que levaram à medida foram apresentadas por ambas as campanhas: a coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, afirmou ter dados sobre suposta desvantagem de conteúdos ligados a Lula; a campanha de Flávio Bolsonaro também ingressou com reclamação semelhante no TSE. A Meta declarou, em resposta a denúncias anteriores, que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles e que tomou medidas adicionais para restringir recomendações.