A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em manifestação enviada na segunda‑feira (19), que não favoreceu candidaturas nem interferiu na disputa presidencial de 2026 e solicitou uma reunião para prestar esclarecimentos técnicos ao ministro Marco Aurélio Bellizze nesta terça‑feira (20).

Segundo a empresa, contas e publicações vinculadas às candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) são tratadas pelos mesmos critérios de distribuição. A companhia afirmou ainda que restrições automáticas às contas oficiais de anúncios passam por revisão humana em até duas horas.

A Meta declarou ter implementado uma lista de autorização para permitir anúncios eleitorais apenas de candidatos, partidos, coligações e federações cadastrados na Justiça Eleitoral. Sobre o uso de inteligência artificial, informou que conteúdos gerados pela ferramenta Meta AI serão bloqueados entre 72 horas antes e 24 horas depois da votação.

No documento ao TSE, a empresa informou que examinou 255 contas e 1.204 postagens indicadas no processo: 270 publicações já tinham identificação de conteúdo gerado por IA, 720 foram removidas por falta do rótulo exigido e 214 não tinham relação com conteúdo eleitoral. A Meta disse que a conta de anúncios da campanha de Lula, temporariamente bloqueada, foi reativada no mesmo dia em que o problema foi identificado.

A companhia afirmou também que o episódio de bloqueio da conta de anúncios não prejudicou o alcance das publicações e que todos os anúncios contratados foram veiculados integralmente. A reunião solicitada pela Meta deve permitir a apresentação dos esclarecimentos técnicos ao ministro Marco Aurélio Bellizze.

A Meta comunicou ainda a intenção de entregar ao TSE um relatório final sobre as medidas adotadas cinco dias após o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.