O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta terça‑feira (20) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento que formaliza a proposta de abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico caso o adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), faça o mesmo.

Segundo o documento entregue ao TSE, a medida abrangeria o próprio presidente, sua mulher — Janja Lula a Silva — e os filhos Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva. O texto também prevê a abertura de sigilos de pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores e das contas em que figurarem como responsáveis financeiros ou usuário máster.

A proposta apresentada por Lula inclui a divulgação de dados dos últimos oito anos, segundo o conteúdo do documento, e condiciona a liberação pública das informações à decisão recíproca de Flávio Bolsonaro e de sua família — citados nominalmente na peça — de disponibilizar os respectivos sigilos.

O documento foi apresentado à imprensa pelo secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, e pelo advogado Angelo Ferraro, que representa a campanha. A peça sugere que as informações pudessem ser disponibilizadas em plataformas como a Divulgacand ou outras páginas na internet.

No texto, Lula afirma que a divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos "é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar", conforme o trecho do documento apresentado pela campanha.