O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda‑feira (12) que “o presidente da Corte Eleitoral não pode ter lado na política”, ao comentar decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A declaração ocorreu após a suspensão e a posterior reabilitação provisória do canal pelo corregedor‑geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
Lula disse acreditar que alguns ministros do TSE estariam “extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha” e afirmou que, se houver ordem para cortar o canal, é preciso que se aponte qual ilegalidade existe. O presidente também declarou que não ficará restrito a um único canal: “Eu não vou criar só o Exército do Lula. Eu vou criar o Exército, a Marinha, a Aeronáutica do Lula no WhatsApp”, afirmou, em referência à estratégia de comunicação de sua campanha.
O canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado André Janones (Rede‑MG), reúne milhões de inscritos e compartilha áudios, vídeos e orientações para apoiadores. A suspensão inicial foi determinada a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e, em seguida, foi suspensa pelo corregedor‑geral do TSE, que reabilitou provisoriamente o funcionamento do grupo, com limites quanto à veiculação de conteúdos já considerados falsos pela corte.
Além das críticas ao TSE, Lula disse ter conversado com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD‑BA), sobre a previsão de análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública nesta semana. O presidente afirmou que, caso a PEC seja aprovada, pretende recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliar investimentos na Polícia Federal, na Polícia Rodoviária Federal e na Polícia Penal.
Em relação à segurança pública, Lula afirmou que pretende transformar presídios estaduais em unidades de segurança máxima para combater facções como o PCC e o Comando Vermelho e prometeu postura “muito dura” contra o crime organizado caso seja reeleito. Na mesma ocasião, o presidente participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada em homenagem a Nossa Senhora Aparecida e criticou ofensas à padroeira do Brasil feitas por, segundo ele, alguns religiosos.


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