A apuração do primeiro turno colocou em evidência a distância entre pesquisas de véspera e o resultado das urnas e, segundo reportagem da Tribuna do Paraná, apenas o Instituto GERP antecipou corretamente a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na véspera da votação, registrando 40% contra 37% nas intenções de voto.
A matéria aponta que outros levantamentos de alcance nacional subestimaram a força do eleitorado conservador na reta final, sobretudo no Paraná e na Região Sul. Entre os institutos que mostraram cenário de empate técnico estavam Paraná Pesquisas e Quaest; já AtlasIntel, Datafolha e PoderData mantinham Lula na liderança isolada em suas divulgações prévias.
Em entrevista exclusiva à Tribuna do Paraná, o presidente e fundador do GERP, Gabriel Pazos, atribuiu o acerto à “amostra corretamente desenhada e ao rigor absoluto de execução durante a coleta de dados”, afirmando que o instituto privilegia entrevistar “as pessoas certas, nas proporções corretas”. Pazos disse ainda que o acompanhamento diário (tracking) permitiu identificar migrações e consolidações do eleitorado paranaense e do interior sem distorcer o peso das regiões.
Pazos comentou também o uso de entrevistas telefônicas (CATI), ressaltando que o telefone oferece vantagens como abrangência geográfica e acompanhamento em tempo real, mas que a tecnologia, isoladamente, não garante qualidade: “o telefone é apenas o instrumento. O que determina a qualidade de uma pesquisa é a metodologia e o controle durante a coleta”, declarou, segundo a reportagem.
A Tribuna do Paraná registra que, embora o GERP tenha apontado quem ficaria na frente, o instituto projetou uma vantagem de três pontos para Flávio, enquanto a diferença oficial nas urnas ficou perto de dois pontos — variação compatível, segundo o texto, com a margem de erro esperada para levantamentos amostrais. A reportagem ressalta que percentuais de pesquisas de véspera medem intenção entre todos os entrevistados, enquanto o TSE divulga o resultado sobre votos válidos, o que limita comparações numéricas exatas.
Com o segundo turno a menos de três semanas, a reportagem avalia que os institutos que ficaram mais distantes do resultado terão agora o desafio de demonstrar ajustes metodológicos, ao passo que os que acertaram tendência precisarão provar a consistência de seus métodos na reta final da disputa presidencial.


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