O candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT), participou de um ato político no centro de Ceilândia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A presença de Lula aconteceu em meio à campanha do segundo turno para o governo local, que será decidido em 25 de outubro, segundo o candidato.

Durante entrevista à imprensa, Grass criticou a gestão da governadora e adversária no segundo turno, Celina Leão (PP). Entre as alegações feitas pelo candidato, ele afirmou que R$ 120 milhões do Fundo de Saúde foram aplicados em um Certificado de Depósito Bancário (CDB) do Banco de Brasília (BRB) em vez de serem usados para melhorias no atendimento das unidades públicas.

O candidato afirmou ainda que não confia na atual administração do banco e cobrou a divulgação do balanço financeiro do BRB antes de qualquer eventual contratação de empréstimos internacionais. Grass mencionou a viagem de dirigentes do BRB a Dubai para negociar alternativas de financiamento e disse que qualquer operação precisa ser precedida por apresentação de informações e um plano de recuperação.

Sobre a saúde pública, Grass propôs reduzir, ao longo de eventual mandato, o tempo de espera por consultas especializadas, exames e cirurgias para 30 dias. As medidas previstas incluem ampliação de equipes, nomeação de aprovados em concursos, contratação complementar de serviços da rede privada e filantrópica e realização de mutirões em horários extras, como madrugadas, fins de semana e feriados.

Entre outras propostas, o candidato defendeu a criação de um painel público, acessível por aplicativo, para que pacientes possam acompanhar previsões de atendimento nas filas da rede de saúde do Distrito Federal. Ele também afirmou que pretende inicialmente manter profissionais vinculados ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), mas fortalecer a coordenação da Secretaria de Saúde.

As declarações sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo pessoas ligadas à administração do BRB e ao Banco Master foram apresentadas por Grass como suspeitas e não constituem conclusões de investigações ou decisões judiciais. O candidato disse ter conversado com o presidente Lula e representantes do Ministério da Fazenda sobre alternativas para o banco e defendeu que eventuais operações de crédito não comprometam recursos destinados à população.