Lideranças de partidos e movimentos de esquerda iniciaram uma mobilização nas redes sociais em apoio ao presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva após o senador Flávio Bolsonaro (PL) chamá‑lo de “nove dedos” durante o debate promovido pela TV Globo na noite de sexta‑feira, 23. A expressão passou a ser usada em publicações de aliados com a hashtag #SomosTodosNoveDedos.

Na madrugada de sábado, 24, o ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), publicou no X uma fotografia de Lula com as mãos sujas de petróleo, registrada em cerimônia de inauguração do pré‑sal, como forma de resposta à menção feita por Flávio no estúdio.

A ex‑ministra Gleisi Hoffmann (PT) também aderiu à mobilização na manhã de sábado, compartilhando um vídeo do ator Amaury Lorenzo — que tem deficiência auditiva — em que ele trata do capacitismo. Gleisi associou o episódio a uma crítica ao que chamou de ridicularização de pessoas com deficiência.

O perfil oficial de Lula nas redes sociais publicou, ainda na noite de sexta, uma fotografia da mão do presidente sobre a bandeira do Brasil e legenda convocando trabalhadores e trabalhadoras ao respeito; a peça foi divulgada como parte da reação ao comentário de Flávio no debate.

O episódio no estúdio ocorreu quando Flávio Bolsonaro criticou a política tributária do governo, afirmando que Lula “dá com uma mão e tira com nove dedos”. Depois da cobrança pública do presidente sobre a ofensa, Flávio Bolsonaro pediu desculpas: “Lula, se eu te ofendi, eu te peço desculpa de verdade. Não queria te ofender”, disse o candidato do PL.

A mobilização nas redes integra o conjunto de repercussões imediatas ao confronto entre os dois presidenciáveis no debate da TV Globo, que já vinha sendo acompanhado por checagens em tempo real e ampla cobertura jornalística na reta final do segundo turno.