A entrada do senador Camilo Santana na coordenação nacional da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva levou para o segundo turno uma estratégia que aliados associam ao modelo usado no Ceará: articulação intensa com prefeitos e lideranças locais, maior presença de movimentos sociais e ocupação das ruas por atos e caminhadas.

No Ceará, Camilo teve papel ativo na campanha do governador reeleito Elmano de Freitas, mobilizando bases partidárias e ampliando atos de rua. Após ser convidado por Lula para integrar a coordenação nacional, ele passou a defender publicamente uma campanha com mais presença física nas cidades e mobilização direta da militância.

A partir dessa atuação, aliados passaram a chamar o movimento de “efeito Camilo”. A reportagem registra que as ações defendidas por ele se converteram, segundo os apoiadores, em melhora no desempenho de Lula, em acordo com as pesquisas Datafolha e Quaest citadas pela fonte.

Além da estratégia de rua e articulação política, Camilo participou da promoção de propostas que ganharam espaço na campanha: a apresentação do Pé‑de‑Meia Universitário, que prevê auxílio mensal de R$ 700 a estudantes de baixa renda do ensino superior, e a emenda à PEC da Segurança Pública que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves, medida que provocou debate interno na bancada do PT.

A cobertura da reportagem indica que, mesmo com o pouco tempo até o segundo turno, Camilo já imprimiu marca na dinâmica da campanha, combinando mobilização territorial e intervenção em pautas legislativas que passaram a compor o debate eleitoral.