O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em coletiva de imprensa neste domingo, logo após o primeiro debate do segundo turno promovido pela Band e pelo Estadão, que é “totalmente contraditório alguém que defende milícia fazer discurso de segurança pública”, ao se referir ao candidato Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi feita na sequência do encontro entre os dois presidenciáveis.

Edinho avaliou que o debate foi marcado mais por provocações do que por respostas e listou perguntas que, segundo ele, Flávio não teria respondido durante o programa: por que apresentou projeto de lei que retira registros da numeração das munições, por que defendeu o assassino de uma criança de cinco anos e por que votou contra retirar a arma de policial agressor de mulheres.

O dirigente do PT afirmou também que o presidente Lula propôs a abertura dos sigilos bancário e telefônico de ambos os candidatos, mas que Flávio não teria respondido a essa proposta durante o debate. Segundo Edinho, o confronto expôs projetos distintos para o país e incoerência entre o que Flávio vota como parlamentar e o que defende em campanha.

Ao falar especificamente sobre segurança pública, Edinho reiterou a crítica ao histórico que associa o senador a condecorações e defesa de milicianos em ocasiões anteriores, afirmando que isso torna contraditório o discurso de política de segurança pública proposto por Flávio. Ele citou ainda que, na avaliação dele, o candidato não respondeu às cobranças feitas por Lula.

Sobre o tema do aumento de roubos de celulares, que também foi abordado no debate, Edinho afirmou que “não adianta discursar”: segundo ele, o roubo de celular é atribuição da Polícia Militar e, se o crime aumenta, é porque a corporação estadual não estaria cumprindo seu papel; Edinho acrescentou que a PEC da Segurança Pública enviada pelo governo federal poderia permitir maior atuação do Executivo no assunto, mas criticou a falta de iniciativa de Flávio enquanto senador para agilizar a votação da proposta.