A continuidade do segundo turno para o Governo do Rio de Janeiro está condicionada ao julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). O ex-governador teve o registro indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e recorre ao TSE, e há disputa jurídica sobre como devem ser contabilizados os votos que recebeu.
Na apuração divulgada pelo TSE, Douglas Ruas (PL) obteve 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos, e Eduardo Paes (PSD) teve 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho recebeu cerca de 274 mil votos, o que representa 3,17% dos votos válidos na totalização divulgada inicialmente.
A controvérsia é sobre a inclusão desses votos na base de cálculo dos votos válidos. Se o TSE confirmar o indeferimento e declarar os votos de Garotinho inválidos, esse total deixaria de integrar os votos válidos, reduzindo a base de cálculo e elevando a participação percentual de Ruas.
Cálculos divulgados após a apuração indicam que, nesse cenário em que os votos de Garotinho não são considerados válidos, Douglas Ruas alcançaria aproximadamente 50,89% dos votos válidos, ultrapassando a marca necessária para vitória em primeiro turno e potencialmente encerrando a eleição sem realização do segundo turno marcado.
Até a decisão final do TSE, a Justiça Eleitoral mantém previsto o segundo turno entre Ruas e Paes, agendado para o dia 25. A realização ou não dessa nova votação dependerá do julgamento do registro de candidatura de Garotinho pelo plenário do TSE.
A reportagem informa que acompanha o caso e aguarda novas decisões da Justiça Eleitoral que definam se os votos de Garotinho serão considerados válidos e se o pleito estadual seguirá para o segundo turno ou será encerrado em primeiro turno.




