O instituto Datafolha perguntou a eleitores dos dois candidatos, no segundo turno, quais eram as razões para a opção. O levantamento entrevistou 2.520 pessoas em 153 municípios entre terça (13) e quarta (14) e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos; o registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), 41% disseram que a motivação é a mudança e a alternância de poder. Outros motivos citados por esse grupo foram rejeição a Lula e ao PT (31%), economia e custo de vida (16%) e as propostas e qualidade do candidato (15%).
O Datafolha detalha ainda causas secundárias entre os entrevistados que escolhem Flávio: desempenho e legado (14%), valores/ideologia/democracia (13%), integridade e corrupção (11%) e serviços públicos e segurança (10%). Do total desse segmento, 12% afirmaram não ter motivo específico para a escolha — percentual que sobe a 16% entre os que ganham menos de dois salários mínimos.
O peso da ‘mudança’ varia por recorte: entre eleitores de Flávio que ganham mais de cinco salários mínimos, 47% citam mudança; entre os que ganham menos de dois salários mínimos, o percentual é 38%. Já entre eleitores mais jovens do senador (16 a 24 anos), a mudança foi mencionada por 24%, enquanto 31% desse recorte destacaram propostas e qualidades do candidato.
Quando questionados, os eleitores que declaram voto em Lula (PT) indicaram como principal motivo a proteção social e a defesa de classe, citado por 48% do grupo. Esse motivo atinge 52% entre eleitores com ensino fundamental e 59% entre evangélicos, segundo os recortes apresentados pela pesquisa.
Outras razões entre os declarantes de voto em Lula foram desempenho e legado do presidente (22%), rejeição a Flávio (17%), valores/ideologia/democracia (11%) e propostas e qualidades do presidente (10%); 9% disseram não ter motivo específico. Entre os eleitores de Lula de 16 a 24 anos, a motivação ideológica chega a 20%.
O Datafolha também questionou quem pretende votar em branco ou nulo (6% segundo a pesquisa): a principal razão apontada foi rejeição aos dois candidatos (37%), seguida por descrença/desinteresse (19%), desconfiança/promessas/corrupção (18%) e falta de opção/polarização (12%).


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