O Congresso Nacional entrou na semana decisiva do segundo turno das eleições de 2026 com a pauta esvaziada e sem expectativa de votações em Plenário, segundo a fonte. A disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcada para domingo (25), concentrou a atuação de parlamentares nas campanhas e reduziu a movimentação legislativa em Brasília.

Lideranças partidárias já esperavam o esvaziamento diante da reta final das eleições. Deputados e senadores passaram a atuar diretamente nas campanhas de aliados, o que tem dificultado a formação de quórum para votações que possam provocar divisões entre bancadas, e há expectativa de que temas de maior repercussão sejam retomados após a definição das urnas.

Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou aos líderes que queria evitar pautas controversas no período entre os dois turnos, orientando as bancadas a priorizar propostas com acordo político para não transformar o plenário em palco de disputas eleitorais, conforme a cobertura.

No Senado, a negociação reservou espaço para pautas consideradas prioritárias ao governo: a mudança constitucional relativa à escala de trabalho 6×1 foi aprovada na Casa e promulgada na sexta-feira (16). Por outro lado, a PEC da Segurança Pública foi retirada de pauta após disputa na base sobre emendas que incluem redução da maioridade penal, ficando prevista para votação somente depois do segundo turno.

Também avançou a proposta de aumento do teto do MEI de R$ 81 mil para R$ 140 mil: o projeto de lei complementar 186/2026 concluiu tramitação na Câmara na quarta-feira (14) e foi aprovado no Senado no dia seguinte, segundo a fonte. Em consequência, a última semana antes da votação presidencial tende a ser marcada mais pela movimentação eleitoral fora de Brasília do que por grandes decisões legislativas no Congresso.