O colunista Nill Júnior publicou nesta madrugada um texto no qual afirma que Flávio Bolsonaro é favorito na disputa presidencial e avalia que sua vitória representaria "um remédio" que agravaria o estado político, administrativo, social e moral do país. O artigo classifica a eleição como uma encruzilhada que escolherá, segundo o autor, o modelo de governo e de sociedade para as próximas décadas.

Nill lista acusações e suspeitas que, segundo ele, pesam sobre Flávio Bolsonaro — entre elas, supostas ligações com milícias, procedimentos conhecidos na imprensa como "rachadinha", ocultação de patrimônio e suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas à compra de imóveis em espécie — e afirma que o candidato "simplesmente não tem estatura moral e ética" para representar uma mudança.

O texto cita a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, e suas propostas de corte de despesas: "defende a criação de um ‘cardápio de cortes’ de despesas públicas, mencionando possibilidades de PECs para redução de gastos e propondo uma ‘reforma administrativa digital’ avaliando a substituição de cargos por inteligência artificial", trecho usado pelo autor para avaliar riscos de desmonte de conquistas sociais e políticas.

Nill Júnior alerta que, caso se confirme a vantagem apontada pelas pesquisas, os mais vulneráveis seriam os mais afetados — indígenas, negros, pobres, moradores de periferias, jovens e a proteção do meio ambiente — e diz que a sociedade terá de "antecipar o pedido de desculpas" a esses grupos se as tendências se confirmarem. Ao mesmo tempo, o colunista registra que ainda há possibilidade de surpresa e ressalta a expectativa de mobilização popular em defesa da democracia.

O artigo aborda também aspectos da cobertura jornalística e da apuração eleitoral, anunciando na fonte uma "super cobertura" da Rádio Pajeú, e encerra com uma nota de esperança, citando que o jornalismo documentará a história e que "amanhã vai ser outro dia", independentemente do resultado.