A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou que vai apresentar uma representação contra a Meta na Organização dos Estados Americanos (OEA) por interferência nas eleições brasileiras, anunciou o coordenador da campanha, Camilo Santana, em declaração divulgada nesta quarta‑feira (14).
Santana disse que a representação à OEA é um pedido do próprio presidente e candidato à reeleição e que a campanha também está “representando junto à Agência Nacional de Proteção de Dados”, além de buscar apoio de organizações internacionais. Segundo ele, partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países participaram de reunião para reverberar a denúncia.
A iniciativa ocorre após a campanha relatar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e verificar restrições na entrega de postagens em plataformas da Meta. A campanha afirmou ter constatado diferenças no comportamento de respostas de inteligência artificial da empresa ao solicitar imagens com termos relacionados a candidatos; a Agência Brasil relatou testes feitos pela redação.
A Meta, controladora do Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, informou em nota que proibiu a recomendação ou a geração de imagens de candidatos e que, “em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”. A empresa disse ainda ter tomado medidas para impedir que comandos com apenas o primeiro nome e o número dos candidatos produzam imagens.
A campanha de Lula acusa a Meta de falta de transparência em suas decisões desde a pré‑campanha; entre os episódios citados pela cobertura estão a indisponibilidade por várias horas de botões de repostar e de fazer story pelo perfil do candidato no Instagram. Em outra frente, o TSE já determinou prazos e medidas de apuração sobre supostas restrições da empresa.
A reportagem também registrou que a Resolução 23.755/2026 do TSE veda que provedores que oferecem inteligência artificial “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatas(os), campanhas, partidos políticos” e proíbe que essas IAs emitam opiniões ou realizem favorecimento político‑eleitoral, norma citada no contexto das medidas adotadas por plataformas e autoridades eleitorais.


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