O texto publicado na coluna dedicada ao Acre analisa as possíveis consequências, para o estado, da eleição presidencial. O autor posiciona‑se a favor de um governo desenvolvimentista, argumentando que esse modelo é mais adequado para promover o desenvolvimento regional, reduzir desigualdades e manter políticas públicas essenciais nas áreas de saúde, educação e proteção social.

Segundo o autor, o Acre poderia se beneficiar de um corredor logístico que ligaria o Brasil ao porto de Chancay, no Peru, em negociações em curso entre Brasil, China e Peru. A rota, se viabilizada, evitaria a passagem pela Bolívia e reduziria o tempo e o custo de exportação — exemplo citado: redução do prazo de transporte de soja para a China de 40–55 dias para, no máximo, 35 dias — o que, segundo o texto, aumentaria a competitividade dos produtos brasileiros.

O artigo alerta, contudo, que a eleição de Flávio Bolsonaro poderia comprometer essa perspectiva: afirma que um governo de perfil liberal e alinhado aos Estados Unidos teria menos interesse em integrar o Acre a esse corredor sino‑peruano, o que, na visão do autor, representaria perda de oportunidade estratégica para o estado.

Além das questões de logística e comércio exterior, o autor destaca a importância dos programas sociais para a economia local. O texto sustenta que cortes em iniciativas como Bolsa Família, BPC e outros benefícios afetariam diretamente milhares de famílias no Acre, citando que esses programas protegem mais de 360 mil pessoas e movimentam cerca de R$ 2,2 bilhões por ano no estado.

Por fim, o autor defende que sem investimento público em infraestrutura — habitação, saneamento e estradas, como a BR‑364 — e sem integração internacional por via terrestre, o Acre dificilmente avançará. O texto conclui apelando para que os eleitores acreanos considerem as consequências de suas escolhas, lembrando que as decisões sobre o governo federal têm impacto direto sobre projetos e políticas que podem transformar as condições de vida no estado.