O líder do governo, deputado Manoel Moraes (PP), afirmou que vai disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Estado (Aleac). Segundo o deputado, sua trajetória inclui atuação nas cinco comissões consideradas mais importantes, liderança de dois governos e passagem pela secretaria da casa, o que o deixa "preparadíssimo" para o cargo; ele disse que pretende conversar com todos os deputados sobre a disputa.

Moraes criticou parlamentares recém‑eleitos que, segundo ele, já se reúnem para cobrar espaços no governo e se proclamam como futuros presidentes da Aleac, atitude que chamou de falta de respeito. O deputado afirmou que nenhum colega tem o direito de se proclamar presidente de pronto e considerou desleal a postura do deputado Luiz Gonzaga (MDB), que abandonou a base do governo para apoiar outro candidato ao Executivo.

Além de anunciar a candidatura, Manoel Moraes também abordou desdobramentos políticos do período: lamentou prejuízos à candidatura do governador apoiado pela base e avaliou que episódios de alianças e suportes partidários fazem parte do jogo político. O texto em que Moraes se manifestou traz ainda informações sobre movimentações de prefeitos locais em relação a filiações partidárias.

O material registra, por exemplo, que "O prefeito de Feijó, Railson Ferreira, que apoiou o candidato Alan Rick (Republicanos) para o governo, tem dito com quem conversa, que está no seu foco deixar o Republicanos para se filiar ao PP." Esse movimento local é citado no mesmo contexto das articulações em torno do próximo governo estadual.

Moraes cobrou respeito entre os pares e afirmou que apresentará suas justificativas e experiência aos deputados antes de consolidar formalmente sua postulação à presidência da Aleac. O pronunciamento foi feito em entrevista ao BLOG e repercutido na cobertura política local.

O deputado também comentou problemas da atual gestão estadual, citando falta de caixa e prioridades a serem definidas, como a melhoria do atendimento em saúde e ajustes na administração. Ele ressaltou que, se eleito presidente da Assembleia, pretende exercer o cargo com base em sua experiência nas comissões e na administração da casa.